quinta-feira, 28 de abril de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Uma necessidade contínua
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| Por Tullian Tchividjian |
A história de Jonas nos mostra que o evangelho – as boas novas de que Deus busca os pecadores sem medir esforços para salvá-los – é tanto para cristãos como para não cristãos. A vida de Jonas é uma prova disso, pois Jonas, que conhece a Deus, obviamente necessita tanto de salvação quanto qualquer outro personagem da história. De fato, sua necessidade de resgate acaba ganhando muito mais ênfase do que que a dos outros. É a história dele, não a dos Ninivitas, que aparece mais. Só isso já deveria ser suficiente para nos convencer de que o resgate de Deus é uma necessidade contínua para cristãos e não cristãos.
O evangelhos não são simplesmente um conjunto de verdades que os não cristãos devem acreditar para se tornarem salvos. É uma realidade que os cristãos devem abraçar diariamente para experimentarem a salvação. O evangelho não apenas nos salva da penalidade do pecado (pela justificação), mas também nos salva do poder do pecado (pela santificação) dia após dia. Ou, como John Piper disse certa vez, “A cruz não é só um lugar passado de substituição objetiva; é um lugar presente de execução subjetiva”. Nosso pecado diário requer a graça diária de Deus – a graça que vem a nós através da obra completa de Jesus Cristo.
O evangelhos não são simplesmente um conjunto de verdades que os não cristãos devem acreditar para se tornarem salvos. É uma realidade que os cristãos devem abraçar diariamente para experimentarem a salvação. O evangelho não apenas nos salva da penalidade do pecado (pela justificação), mas também nos salva do poder do pecado (pela santificação) dia após dia. Ou, como John Piper disse certa vez, “A cruz não é só um lugar passado de substituição objetiva; é um lugar presente de execução subjetiva”. Nosso pecado diário requer a graça diária de Deus – a graça que vem a nós através da obra completa de Jesus Cristo.
As igrejas tem estado em conflito por anos a respeito de se os cultos devem ser voltados aos cristãos (para encorajá-los e fortalecê-los) ou aos não cristãos (para atraí-los e conquistá-los). Mas esse debate e o conflito sobre ele é uma perda de foco. Estamos fazendo as perguntas erradas e assumindo conceitos errados. A verdade é que nossos cultos devem ser voltados a pecadores em necessidade do resgate de Deus – e isso inclui tanto cristãos quanto não cristãos. Já que os dois grupos precisam da intervenção de Deus, ambos precisam do evangelho.
Nosso pecado diário requer a graça diária de Deus - a graça que vem a nós através da obra completa de Jesus Cristo.
Cristãos necessitam do evangelho porque nossos corações estão sempre propensos a se desviarem; somos sempre tentados a fugir de Deus. É preciso o poder do evangelho para nos direcional de volta ao primeiro amor. Caminhar conscientemente em direção ao evangelho deve ser uma realidade e uma experiência diária para todos nós. Isso significa, como Jerry Bridges nos lembra, “pregar o evangelho para nós mesmos todos os dias”. Devemos permitir que Deus nos lembre todos os dias, através de sua Palavra, sobre a obra completa de Cristo em favor dos pecadores para continuarmos convencidos de que o evangelho é relevante.
Cristãos necessitam do evangelho porque nossos corações estão sempre propensos a se desviarem; somos sempre tentados a fugir de Deus. É preciso o poder do evangelho para nos direcional de volta ao primeiro amor. Caminhar conscientemente em direção ao evangelho deve ser uma realidade e uma experiência diária para todos nós. Isso significa, como Jerry Bridges nos lembra, “pregar o evangelho para nós mesmos todos os dias”. Devemos permitir que Deus nos lembre todos os dias, através de sua Palavra, sobre a obra completa de Cristo em favor dos pecadores para continuarmos convencidos de que o evangelho é relevante.
Eu vejo que sou especialmente necessitado de um ajuste de foco, por meio do evangelho, para me manter longe de uma constante tendência de caminhar em direção à um relacionamento de barganha com Deus. Não estou sozinho nesse caminho; Jerry Bridges observa o quão comum é isso em nosso meio:
Minha observação sobre o cristianismo me revela que a maioria de nós tende a basear nosso relacionamento com Deus em nossas atitudes ao invés da graça. Se agirmos bem – seja lá o que “bem” significa para cada um de nós – então esperamos que Deus nos abençoe. Se não agirmos tão bem, nossas expectativas diminuem na mesma proporção. Nesse sentido, vivemos pelas nossas obras, ao invés de vivermos pela graça. Somos salvos pela graça, mas ainda vivemos pelo “suor” de nossas próprias obras.
Mais ainda, estamos sempre nos desafiando e desafiando uns aos outros a “tentar um pouco mais”. Parece que acreditamos que o sucesso da vida cristã (seja lá como definimos “sucessos”) depende basicamente de nós: nosso comprometimento, nossa disciplina e nosso zelo, com alguma ajuda de Deus ao longo do caminho. Falamos da boca para fora que somos como o apóstolo Paulo, “Mas, pela graça de Deus, sou o que sou” (1 Coríntios 15:10), mas nosso lema velado é “Deus ajuda quem se ajuda”.
O reconhecimento de que meu relacionamento diário com Deus é baseado nos méritos infinitos de Cristo, ao invés das minhas obras, é uma experiência muito libertadora e confortante.
A diferença entre viver para Deus e viver para qualquer outra coisa é que quando nós vivemos para qualquer outra coisa, o fazemos para sermos aceitos, mas quando vivemos para Deus, o fazemos porque já fomos aceitos. Verdadeira liberdade (a liberdade que apenas o evangelho garante) é viver para algo que já nos favoreceu ao invés de viver por algo em troca de favorecimento.
Mais ainda, estamos sempre nos desafiando e desafiando uns aos outros a “tentar um pouco mais”. Parece que acreditamos que o sucesso da vida cristã (seja lá como definimos “sucessos”) depende basicamente de nós: nosso comprometimento, nossa disciplina e nosso zelo, com alguma ajuda de Deus ao longo do caminho. Falamos da boca para fora que somos como o apóstolo Paulo, “Mas, pela graça de Deus, sou o que sou” (1 Coríntios 15:10), mas nosso lema velado é “Deus ajuda quem se ajuda”.
O reconhecimento de que meu relacionamento diário com Deus é baseado nos méritos infinitos de Cristo, ao invés das minhas obras, é uma experiência muito libertadora e confortante.
A diferença entre viver para Deus e viver para qualquer outra coisa é que quando nós vivemos para qualquer outra coisa, o fazemos para sermos aceitos, mas quando vivemos para Deus, o fazemos porque já fomos aceitos. Verdadeira liberdade (a liberdade que apenas o evangelho garante) é viver para algo que já nos favoreceu ao invés de viver por algo em troca de favorecimento.
Fonte: iprodigo.com
Transformando sua leitura da Bíblia
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| Por Dane Ortlund |
É assim que você lê o Antigo Testamento?
A teologia bíblica molda nossa leitura da Bíblia ao alinhá-la à leitura do próprio Jesus – a saber, a leitura da Palavra de Deus como boas novas historicamente fundamentadas a respeito da graça de Deus através do Filho de Deus para o povo de Deus, para a glória de Deus.
Posicione na grande história
As lentes da teologia bíblica nos treinam a posicionar qualquer passagem no escopo da história única. Essa maneira de ler a Bíblia alegremente reconhece os diversos gêneros na Escritura – narrativo, poético, profecia, cartas. Embora a Bíblia não sejauniforme, ela é unificada.
A teologia bíblica lê a Bíblia como um drama se desdobrando, tomando lugar no tempo e no espaço do mundo real, que culmina em um homem chamado Jesus – que disse que “tudo o que a meu respeito estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” – uma expressão para todo o Antigo Testamento – “era necessário que se cumprisse” (Lucas 24.44).
Alternativas para a abordagem da teologia bíblica
De que outras maneiras podemos ler a Bíblia?
- A Abordagem Mina de Ouro – ler a Bíblia como uma mina vasta, cavernosa e sombria, onde ocasionalmente tropeça-se em uma pedra de inspiração. Resultado: leitura confusa.
- A Abordagem Heróica – ler a Bíblia como um hall da fama moral que dá um exemplo após outro de gigantes espirituais que devem ser imitados. Resultado: leitura desesperadora.
- A Abordagem das Regras – ler a Bíblia procurando mandamentos para obedecer a fim de sutilmente reforçar um sentimento de superioridade pessoal. Resultado: leitura farisaica.
- A Abordagem Artefato – ler a Bíblia como um documento antigo sobre eventos no Oriente Médio há algumas centenas de anos que são irrelevantes para minha vida hoje. Resultado: leitura chata.
- A Abordagem Manual de Instruções – ler a Bíblia como um mapa que me diz onde trabalhar, com quem casar e que xampu usar. Resultado: leitura ansiosa.
- A Abordagem Doutrinária – ler a Bíblia como um repositório teológico para sacar munição para meu próximo debate teológico na Starbucks. Resultado: leitura fria.
Não transforme a bíblia em algo que ela não é
Existe certa verdade em cada uma dessas abordagens. Mas tornar uma delas a lente predominante é transformar a Bíblia em um livro que ela nunca se propôs a ser. A abordagem da teologia bíblica entende a Bíblia em seus próprios termos – a saber, que “todas as promessas de Deus encontram seu ‘Sim’ em Jesus” (2 Coríntios 1.20). Resultado: leitura transformadora.
A teologia bíblica te convida a ler a Bíblia entendendo qualquer passagem dentro da narrativa central que culmina em Cristo. A Bíblia não é primariamente mandamentos com histórias de graça salpicadas. É primariamente uma história de graça com mandamentos espalhados nela.
E o que dizer das partes estranhas?
Algumas partes da Bíblia, é claro, parecem nada ter a ver com essa história de graça.
- Como, por exemplo, lemos registros obscuros do Antigo Testamento sobre reis israelitas perversos ou sacerdotes malignos? A resposta da perspectiva da teologia bíblica é essa: Lemos como histórias que gradualmente intensificam nosso desejo por um verdadeiro rei, um sacerdote final, que nos liderará como esses homens deveriam ter feito – verdadeiramente representando Deus para o povo (rei) e o povo para Deus (sacerdote).
- Como lemos genealogias? Como testemunhos da graça de Deus a indivíduos reais, levando as promessas de Deus em linhagens específicas de maneiras concretas, promessas que nunca falharam, e que, em última análise, encontram realização em Jesus.
- Como lemos Provérbios? Como boas novas de sábio auxílio de alguém para discípulos trôpegos como você e eu.
Um livro de boas notícias
Imagine cair de paraquedas no meio de um livro, lendo uma frase e tentando entender tudo o que essa frase diz sem posicioná-la no meio do romance como um todo. Isso confundiria o leitor, obscureceria o significado e insultaria o autor.
A Bíblia é o relato autobiográfico de Deus da sua missão pessoal de resgate para restaurar um mundo perdido por meio de seu Filho. Cada verso contribui com essa mensagem.
A Bíblia não é discurso motivacional. É Boa Notícia
Fonte: Iprodigo.com
Expulsando o mundanismo com uma nova afeição
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| Por Sinclair Ferguson |
Thomas Chalmers (1780-1847) foi um dos homens mais notáveis de seu tempo – matemático, teólogo evangélico, economista, sacerdote, político e reformador social, tudo de uma vez. Seu sermão mais famoso foi publicado com o estranho título “O Poder Expulsivo de uma Nova Afeição”. Ali ele expõe uma ideia de importância permanente para a vida cristã: você não pode destruir o amor pelo mundo meramente mostrando sua futilidade. Mesmo se pudéssemos, isso nos levaria somente ao desespero. O primeiro amor de nossos corações, centrado no mundo, só pode ser expulso por um novo amor e afeição – por Deus e proveniente de Deus. O amor ao mundo e o amor ao Pai não podem habitar juntos no mesmo coração. O amor ao mundo só pode ser lançado fora pelo amor do Pai. Daí o título do sermão de Chalmers.
A verdadeira vida cristã, o viver santo e reto, requer uma nova afeição pelo Pai como força-motora. Esta nova afeição é parte do que William Cowper chamou de “a bem-aventurança que eu senti quando vi o Senhor pela primeira vez” – um amor pelo santo, no início da vida cristã, que parece desferir em nossas afeições carnais um golpe mortal. Entretanto, logo descobrimos que, embora tenhamos morrido para o pecado em Cristo, o pecado certamente não morreu em nós. Algumas vezes sua contínua influência nos surpreende, parece até nos controlar em uma ou outra de suas manifestações. Descobrimos que nossas “novas afeições” pelas coisas espirituais deve ser renovada constantemente durante toda a nossa peregrinação. Se perdermos o primeiro amor, nos encontraremos em sério perigo espiritual.
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| Onde está o relacionamento vivo com Deus? |
Algumas vezes, cometemos o erro de substituir isso por outras coisas. Os favoritos aqui são ativismo e estudo. Tornamos-nos ativos no serviço eclesiástico (ganhamos posições anteriormente ocupadas por aqueles a quem admirávamos, e medimos nosso crescimento espiritual em termos da posição conquistada); tornamos-nos ativos no evangelismo e, no processo, medimos nosso poder espiritual em termos do crescimento de nossa influência; ou nos tornamos ativos socialmente, em campanhas morais e políticas, e medimos o crescimento em termos de envolvimento. Alternativamente, reconhecemos o desafio e a fascinação intelectual do Evangelho, e nos devotamos a entendê-lo, talvez para nosso prazer, às vezes para comunicar aos outros. Medimos nossa vitalidade espiritual em termos de entendimento ou em termos da influência que temos sobre os outros. Mas, nem posição, influência ou envolvimento podem expulsar o mundo de nossos corações. De fato, elas podem ser expressões deste amor.
Outros de nós cometem o erro de substituir a afeição amorosa pelo Pai por regras de piedade: “Não manuseie! Não prove! Não toque!”. Essas disciplinas têm um ar de santidade nelas, mas de fato elas não têm o poder de deter o amor pelo mundo. A raiz do problema não está em minha mesa ou na minha vizinhança, mas em meu coração. O mundanismo ainda não foi expelido.
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| Onde está o primeiro amor? |
É também possível, nessas diferentes maneiras, ter a forma de piedade genuína (quão sutis nossos corações são!) sem seu poder. O amor pelo mundo não foi removido, mas apenas entretido. Somente um novo amor é capaz de expulsar o antigo. Somente o amor por Cristo, com tudo o que ele implica, pode empurrar para fora o amor por este mundo. Somente aqueles que anseiam pelo aparecimento de Cristo serão libertos da deserção, semelhante à de Demas, causada pelo amor a este mundo.
Como podemos recuperar a nova afeição por Cristo e seu reino, que impactou tão poderosamente nosso mundanismo, e onde crucificamos a carne e suas paixões?
O que provocou aquele primeiro, afinal? Você se lembra? Foi nossa descoberta da graça de Cristo no reconhecimento de nosso próprio pecado. Não somos naturalmente capazes de amarmos a Deus; na verdade, nós o odiamos. Mas ao descobrir isto sobre nós mesmos, e ao aprender sobre o amor sobrenatural de Deus por nós, o amor pelo Pai nasceu. Aquele que é muito perdoado, muito ama. Nos alegramos na esperança da glória, no sofrimento, e no próprio Deus. Essa nova afeição parece primeiro atacar nosso mundanismo e depois dominá-lo. As realidades espirituais – Cristo, graça, Escritura, oração, comunhão, serviço, viver para a glória de Deus – preenchem nossa visão, e parecem tão grandiosas, tão desejáveis, que outras coisas em comparação parecem diminuir de tamanho e se tornam insossas ao paladar.
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| Voltemos à Maravilhosa Graça! |
A maneira de mantermos “o poder expulsivo da nova afeição” é a mesma de quando o conhecemos pela primeira vez. Somente quando a graça ainda é “maravilhosa” para nós, ela retém seu poder em nós. Somente quando continuamos com um senso de nossa profunda pecaminosidade podemos reter um senso da graciosidade da graça.
Muitos de nós compartilhamos as tristes perguntas de Cowper: “Onde está a bem-aventurança que conheci quando vi o Senhor pela primeira vez? Onde está a visão de Jesus e de sua Palavra que restaura a alma?”. Vamos nos lembrar de onde temos caído, nos arrepender e retornar às primeiras obras. Seria triste se uma análise mais profunda de nosso cristianismo apresentasse a falta do senso de pecado e de graça. Isto sugeriria que sabíamos pouco sobre o poder expulsivo de uma nova afeição. Mas não há vida reta que dure sem isso.
Fonte: Iprodigo.com
Quando você não estiver a fim
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| Por Jon Bloom |
Você acorda sem estar a fim de ler sua Bíblia e orar? Quantas vezes hoje você teve de lutar por não estar a fim de fazer coisas que você sabe que seriam boas para você?
Embora seja verdade que isso é o pecado que habita em nós, e que devemos nos arrepender dele e combatê-lo, há muito mais por trás.
Pense sobre esse estranho padrão que ocorre sempre e sempre em todas as áreas da vida:
- Uma boa comida requer disciplina para prepará-la, enquanto comer fast food tende a ser mais apetitoso, viciante e conveniente.
- Manter o corpo forte e saudável requer um desconforto deliberado, mas só precisamos de constante conforto para criar barriga.
- Você precisa se concentrar naquele livro de teologia abençoador, enquanto assistir um filme parece ser tão convidativo.
- Você frequentemente tem de se esforçar em suas devoções e orações, enquanto dormir, ler sobre esportes e checar oFacebook parecem tarefas simples.
- Tocar uma bela música requer centena de horas de prática tediosa.
- Sobressair-se nos esportes requer treinos monótonos ad nauseum.
- São precisos anos e anos de estudo só para que certas oportunidades tornem-se possíveis.
- E por aí vai.
O padrão é este: as maiores alegrias são obtidas por meio de esforço e dor, enquanto alegrias breves, insatisfatórias e frequentemente destrutivas estão bem próximas de nossos dedos. Por que é assim?
Porque, por grande misericórdia, Deus está nos mostrando em todos os lugares, em coisas que são apenas sombras das coisas celestiais, que há uma grande recompensa para aqueles que são atribulados (Hebreus 10.32-35). Ele está nos lembrando repetidamente, a cada dia, a andar pela fé e não pelo que vemos (2 Coríntios 5.7).
Cada tribulação é um convite de Deus a seguirmos os passos de seu Filho, que “pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus” (Hebreus 12.2).
Aqueles que são espiritualmente cegos veem somente futilidade nessas coisas. Mas para aqueles que têm olhos para ver, Deus imprime esperança (fé na graça futura) dentro da futilidade da Criação (Romanos 8.20,21). Cada tribulação é um sinal dizendo: “Olhe! Olhe para a alegria verdadeira diante de você!”.
Portanto, quando você não está muito a fim de fazer o que você sabe que é o melhor para você, tome coragem e não desista. Seu Pai está sinalizando para você a recompensa que ele planejou para todos que perseveram até o fim (Mateus 24.13).
Por este ângulo, a aflição momentânea está nos preparando para o eterno peso da glória, além de toda comparação, quando olhamos não para as coisas visíveis, mas para as que são invisíveis. Porque o que é visível é temporário, mas as coisas que são invisíveis são eternas.
Fonte: iprodigo.com
terça-feira, 19 de abril de 2011
Tudo é perda comparado com o supremo tesouro que Cristo é. - John Piper
Fonte: voltemosaoevangelho.com
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Não se conforme!
E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Romanos. 12:2
Não se conforme! Viva a transformação todos os dias a fim de que esteja diariamente no centro da vontade de Deus, fazendo a diferença com sua conduta, sempre levando o amor de Cristo!
Sempre apresentando sua vida como sacrifífio santo e agradável a Deus, que é o seu culto racional. (Romanos 12:1)
TRANSFORMAI-VOS!
Sempre apresentando sua vida como sacrifífio santo e agradável a Deus, que é o seu culto racional. (Romanos 12:1)
TRANSFORMAI-VOS!
domingo, 17 de abril de 2011
O que pregar a si mesmo todos os dias
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| Por Tullian Tchividjian |
Porque somos tão naturalmente inclinados a olhar para nós mesmo e para nossa performance mais do que olhamos para Cristo e sua obra, precisamos nos lembrar constantemente do evangelho.
Se nós devemos pregar o evangelho para nós mesmos todos os dias, qual seria o real conteúdo dessa pregação? Do que é que eu preciso continuar sempre me lembrando?
Se Deus te salvou – se ele te deu a fé para crer nisso, e se você agora é um Cristão; se você transferiu sua confiança dos seus feitos e habilidades para os feitos de Cristo no lugar dos pecadores – então aqui está a boa notícia. Nas palavras de Colossenses 1, é simples assim: você já foi tornado digno, você já foi resgatado, você já foi transportado [do domínio das trevas], você já foi redimido, você já foi perdoado.
É aceito entre os especialistas que, no grego original, Efésios 1.3-14 é somente uma única sentença, bem extensa. Paulo está tão maravilhado pela pura grandeza e imensidade e bondade da preciosa graça de Deus que ele não faz nem uma pausa para respirar. Ele escreve em um estado de êxtase controlado. E no coração desse rompante está a idéia da “união com Cristo”. Fomos abençoados, ele escreve, com “todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo” (1.3): fomos escolhidos (v. 4), agraciados (v.6), redimidos (v.7), reconciliados (v. 10), predestinados (v. 11) e selados para sempre (v. 13). Tudo o que precisamos e ansiamos, Paulo diz, nós já possuímos se estamos em Cristo. Ele já assegurou firmemente o que nossos corações mais desejam.
Nós não precisamos mais depender, assim, da nossa posição, prosperidade, promoções, proeminência, poder, reconhecimento, prazeres passageiros ou popularidade, coisas que por tanto tempo nós buscamos desesperadamente.
Dia a dia, o que nós precisamos fazer na prática só pode ser experimentado quando chegamos a um entendimento mais profundo da nossa situação – um entendimento mais profundo do que já é nosso em Cristo.
Eu costumava pensar que crescer como cristão significava que eu tinha que, de alguma forma, buscar obter as qualidades e atitudes que estavam faltando em mim. Para realmente amadurecer, eu precisaria descobrir uma forma de alcançar mais alegria, mais paciência, mais fidelidade e por aí vai.
Até que cheguei à chocante conclusão de que isso não é o que a Bíblia ensina e não é o evangelho. O que a Bíblia ensina é que nós amadurecemos conforme entendemos o que já possuímos em Cristo. O evangelho, na verdade, nos transforma precisamente porque não é uma mensagem de transformação pessoal interna, mas da substituição externa de Cristo. Nós precisamos desesperadamente de um Advogado, de um Mediador e de um Amigo. Mas o que mais precisamos é de um Substituto. Alguém que tenha feito por nós e assegurado para nós o que nunca seríamos capazes de fazer ou assegurar por nós mesmos.
O que a Bíblia ensina é que nós amadurecemos conforme entendemos o que já possuímos em Cristo.
O trabalho da vida cristã, portanto, é pensar menos de mim mesmo e da minha performance e mais de Jesus e da performance dele por mim. Ironicamente, quando nos focamos mais em nossa necessidade de melhorar, nós pioramos. Tornamo-nos neuróticos e egocêntricos. A preocupação com o meu esforço em detrimento do esforço de Deus me torna cada vez mais egoísta e morbidamente introspectivo.
Você poderia falar da seguinte forma: a santificação é o trabalho diário de voltar à realidade da nossa justificação – receber as palavras de Cristo “está consumado” em novas e mais profundas áreas de nosso ser diariamente, de encontro à nossa rebelião de falta de fé. É voltar à certeza da segurança do nosso perdão em Cristo e apertar o botão de reset mil vezes, todos os dias. Ou, como Martinho Lutero tão habilmente colocou em uma pregação sobre Romanos, “Progredir é sempre começar de novo”. Progresso espiritual real, em outras palavras, requer uma grande quantidade diária de recomeços.
Em seu livro Because He Loves Me [Porque ele me ama], Elyse Fitzpatrick escreve sobre o quão importante esses recomeços são para o crescimento cristão:
Uma razão pela qual não crescemos em obediência humilde como deveríamos é porque temos amnésia; nos esquecemos que somos limpos de nossos pecados. Em outras palavras, o fracasso contínuo na santificação (o vagaroso processo de sermos conformados a Cristo) é o resultado direto da nossa falha em não nos lembramos do amor de Deus por nós no evangelho. Se nos faltam o conforto e a segurança que o amor e a purificação de Deus deveriam nos suprir, nossos fracassos irão nos acorrentar aos pecados do passado e não teremos fé ou coragem para lutar contra eles, ou o amor por Deus que deveria nos fortalecer nessa guerra. Se deixamos de nos lembrar da nossa justificação, redenção e reconciliação, teremos problemas na nossa santificação.
O crescimento cristão, em outras palavras, não acontece primeiramente por uma melhora de comportamento, mas por uma melhora em acreditar – acreditar nos maiores, mais profundos e preciosos caminhos que Cristo já assegurou para nós pecadores.
Pregue isso para si mesmo todos os dias e você experimentará cada vez mais a gigantesca liberdade que Jesus pagou com tanto amor para te assegurar.
William Graham Tullian Tchividjian é pastor da Igreja Presbiteriana Coral Ridge, localizado em Fort Lauderdale, Flórida, EUA.
Fonte: iprodigo.com
Fonte: iprodigo.com
sexta-feira, 15 de abril de 2011
O amor que você não precisa
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| Por John F. MacArthur |
“All you need is love.”
“Tudo que você precisa é amor.”
Assim disseram os Beatles. Se eles estivessem cantando sobre o amor de Deus, a afirmação estaria correta e verdadeira.
Mas o que normalmente é usado em nome do amor na cultura popular não é amor autêntico; mas sim uma grande fraude.
Longe de ser “tudo que você precisa”, é algo que você desesperadamente precisa evitar.
O apóstolo Paulo chega ao seguinte ponto em Efésios 5: 1- 3. Ele escreve, “Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos amados, e vivam em amor, como também Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus. Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual como também de nenhuma espécie de impureza e de cobiça; pois essas coisas não são próprias para os santos.”
O simples comando do verso 2 (“vivam em amor, como também Cristo nos amou”) resume toda a obrigação moral do cristão. Afinal de contas, o amor de Deus é único, o princípio central que define todo dever cristão.
Este tipo de amor é realmente tudo que “você precisa.” Romanos 13:8-10 diz, “…aquele que ama seu próximo tem cumprido a Lei. Pois estes mandamentos: … se resumem neste preceito: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da Lei. Gálatas 5.14 ecoa a mesma verdade: “Toda a Lei se resume num só mandamento: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo.’ ”
Semelhantemente, Jesus ensinou que toda lei e os profetas dependiam de dois simples princípios sobre o amor – O Primeiro e o Segundo Grandes mandamentos (Mt 22:38-40). Em outras palavras, “amor … é o vínculo da perfeição” (Cl 3.14)
Quando Paulo manda que nós andemos em amor, o contexto revela que era um termo positivo. Ele está falando de ser gentil, sensível aos outros, perdoar uns aos outros (Ef 4.32). O grande modelo para tão grande amor altruísta é Jesus, que deu sua vida para salvar seu povo do pecado. “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos” (Jo 15.13). E “Amados, visto que Deus assim nos amou, nós também devemos amar uns aos outros.”
Em outras palavras, o verdadeiro amor é sempre sacrificial, doador, misericordioso, compassivo, gentil, cuidadoso, generoso e paciente. Estas e outras qualidades positivas e benevolentes (cf 1Co 13:4-8) são o que as Escrituras associam ao amor divino.
Quando amar é mau
Mas note que há um lado negativo também, também visto no contexto de Efésios 5. A pessoa que realmente ama as outras como Cristo nos ama precisa rejeitar todo tipo de falsificação do amor. O apóstolo Paulo nomeia algumas dessas falsificações satânicas. Elas incluem imoralidade, impureza e cobiça.
A passagem continua:
Não haja obscenidade, nem conversas tolas, nem gracejos imorais, que são inconvenientes, mas, ao invés disso, ações de graças. Porque vocês podem estar certos disto: nenhum imoral, ou impuro, ou ganancioso, que é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus. Ninguém os engane com palavras tolas, pois é por causa dessas coisas que a ira de Deus vem sobre os que vivem na desobediência. Portanto, não participem com eles dessas coisas. (vv. 4-7)
Imoralidade provavelmente é o substituto preferido de amor na nossa geração. Paulo usa a palavra grega porneia, que inclui todo tipo de pecado sexual. A cultura popular tenta desesperadamente apagar a linha entre amor verdadeiro e paixões imorais. Mas todo tipo de imoralidade é uma perversão total do amor genuíno, porque busca a auto-gratificação ao invés do bem dos outros.
Impureza é outra perversão diabólica de amor. Aqui Paulo emprega o termo gregoakatharsia, que se refere a todo tipo de sujeira e impureza. Especificamente, Paulo tem em mente “imundície”, “conversa tola”, e “brincadeiras cruéis”, que são as características peculiares de mal companheirismo. Esse tipo de camaradagem não tem nada a ver com o amor verdadeiro, e o apóstolo diz claramente que não tem lugar na caminhada cristã.
A cobiça é ainda outra corrupção do amor que nasce de um desejo narcisista de auto-gratificação. É exatamente o oposto do exemplo de Cristo definido quando Ele “Se entregou por nós” (v. 2). No versículo 5, Paulo equivale a cobiça com idolatria. Novamente, isto não tem lugar na caminhada cristã, e de acordo com o versículo 5, a pessoa que é culpada disso “não tem herança no reino de Cristo e de Deus”.
Tais pecados, Paulo diz, “não deve haver nem sequer menção … pois essas coisas não são próprias para os santos. “(v. 3). Daqueles que praticam tais coisas, ele nos diz: “não participem com eles dessas coisas.” (v. 7).
Em outras palavras, nós não mostramos a autenticidade do amor a não ser que sejamos intolerantes com todo tipo de perversão do amor.
A maioria das conversas sobre amor nos dias de hoje ignoram este princípio. “Amor” foi redefinido como uma grande tolerância que negligencia o pecado e abraça o bem e o mal igualmente. Isto não ;e amor; isto é apatia.
O amor de Deus não é assim. Lembre-se, a manifestação suprema do amor de Deus é a cruz, onde Cristo “nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus.” (v. 2). Assim, a Escritura explica o amor de Deus, em termos de sacrifício, expiação dos pecados e propiciação: “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1 João 4:10). Em outras palavras, Cristo fez-Se um sacrifício para afastar a ira da deidade ofendida. Longe de rejeitar nossos pecados, com uma tolerância benigna, Deus deu o Seu Filho como oferta pelo pecado, para satisfazer a Sua própria ira e justiça na salvação dos pecadores.
Isso é o coração do evangelho. Deus manifesta Seu amor em um sentido que confirma sua santidade, justiça, retidão sem comprometê-las. Verdadeiro amor “O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade” (1Co 13:6)
Este é o tipo de amor que fomos chamados para andar. É o amor que “antes de tudo puro; depois, pacífico”(cf Tg 3:17).
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John MacArthur é pastor da Grace Community Church em Sun Valley, Califórnia, e presidente do Masters College and Seminary.
Fonte: iprodigo.com
Fonte: iprodigo.com
quarta-feira, 13 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Voltemos ao Primeiro Amor
Você se lembra como era o seu amor pelo Senhor no início de sua conversão?
Lembro-me de que no início da minha caminhada com Cristo havia um amor que queimava profundamente meu coração. Um amor que gerava dentro de mim uma vontade insaciável de buscar mais de Deus. Eu queria a Deus constantemente. Não importava a circunstância, eu queria mais e mais de Deus.
Trago a memória que realmente buscava a Deus por amor e não por obrigação ou medo, e aos meus olhos tudo era tão perfeito e tão lindo, que gostava de estar em todos os eventos e cultos...Eu gostava de estar no meio da congregação; não pelas pessoas mas por Deus! Sempre lendo Palavra, orando, fazendo jejum, consagrando-me a obra, almejando a santidade para ser cada vez mais íntimo de Deus. Mas em um determinado momento de minha vida, simplesmente deixei de amá-lo tanto assim. Deixei de buscá-lo com tanta intensidade. Deixei minhas primeiras obras. Por quê? Aí podemos pensar: você já não o amava tanto porque foi uma fase, ou, você não o amava tanto porque o amor dele te saciou completamente? Não! Não foi uma fase e muito menos seu amor havia me saciado! Não foi isso!
E o motivo pelo qual eu não o amava tanto foi por ter DESVIADO O MEU OLHAR DELE. coloquei minha visão em coisas terrenas. Tirei meus olhos do eterno e os coloquei em coisas passageiras. Não desviei-me dos caminhos, pelo contrário, continuei congregando e cumprindo a doutrina, porém, já não era com o mesmo amor. Amáva-O, contudo o medo já tinha se infiltrado em meu coração. Atuava na obra, diversas vezes por obrigação.
Então comecei a querer conduzir minha vida cristã da minha maneira. Eu já não era o mesmo jovem puro de coração como antes. A malícia que tinha quando eu era do mundo voltou a brotar em meu coração e o pecado tornou-se um companheiro imperceptível aos meus olhos. Eu estava me "cegando" sem saber.
A rebeldia, a soberba, a frieza de coração, a ignorância, o medo e o julgamento estavam fazendo parte da minha personalidade novamente. Depois com o tempo pensei em largar minha vida cristã e seguir "independente" . Achei que seria melhor porque eu não queria estar na igreja como eu estava: "morno"! Como diz o livro de Apocalipse 3:16 "Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.". Pensava comigo ao ler este versículo: " - Já que eu estou morno e ficar quente é difícil, prefiro abandonar a igreja!". Sabia que se deixasse a Deus iria ser horrível meu estado de vida. Voltar a minha velha natureza pecaminosa só iria me tornar muito pior do que eu era antes. Então, o Espírito Santo sempre me trazia a minha mente esta passagem que diz no livro de Apocalipse 2:2-5: " Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos. E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste.Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.".
Consequetemente lembrava-me do quanto Deus me amou e das coisas maravilhosas que ele fez por mim, a transformação da minha vida, sua fidelidade, seu cuidado, sua justiça e suas promessas... Por que o deixaria? Para onde iria se só Ele tem as palavras de vida eterna (João 6:68).
Decidi permanecer firme e constante! Decidi voltar ao PRIMEIRO AMOR, a PRATICAR AS PRIMEIRAS OBRAS! Hoje luto diariamente para que essas decisões tomadas se cumpram em minha vida e penso como Paulo diz no livro de Filipenses 3:13-14: "Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus."
Voltemos ao primeiro amor! Não sejamos insensatos com diz em Gálatas 3:3!
"Será que vocês são tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, querem agora se aperfeiçoar pelo esforço próprio?"
Creio que não queremos ser assim! Então: Voltemos ao primeiro amor!
Lembro-me de que no início da minha caminhada com Cristo havia um amor que queimava profundamente meu coração. Um amor que gerava dentro de mim uma vontade insaciável de buscar mais de Deus. Eu queria a Deus constantemente. Não importava a circunstância, eu queria mais e mais de Deus.
Trago a memória que realmente buscava a Deus por amor e não por obrigação ou medo, e aos meus olhos tudo era tão perfeito e tão lindo, que gostava de estar em todos os eventos e cultos...Eu gostava de estar no meio da congregação; não pelas pessoas mas por Deus! Sempre lendo Palavra, orando, fazendo jejum, consagrando-me a obra, almejando a santidade para ser cada vez mais íntimo de Deus. Mas em um determinado momento de minha vida, simplesmente deixei de amá-lo tanto assim. Deixei de buscá-lo com tanta intensidade. Deixei minhas primeiras obras. Por quê? Aí podemos pensar: você já não o amava tanto porque foi uma fase, ou, você não o amava tanto porque o amor dele te saciou completamente? Não! Não foi uma fase e muito menos seu amor havia me saciado! Não foi isso!
E o motivo pelo qual eu não o amava tanto foi por ter DESVIADO O MEU OLHAR DELE. coloquei minha visão em coisas terrenas. Tirei meus olhos do eterno e os coloquei em coisas passageiras. Não desviei-me dos caminhos, pelo contrário, continuei congregando e cumprindo a doutrina, porém, já não era com o mesmo amor. Amáva-O, contudo o medo já tinha se infiltrado em meu coração. Atuava na obra, diversas vezes por obrigação.
Então comecei a querer conduzir minha vida cristã da minha maneira. Eu já não era o mesmo jovem puro de coração como antes. A malícia que tinha quando eu era do mundo voltou a brotar em meu coração e o pecado tornou-se um companheiro imperceptível aos meus olhos. Eu estava me "cegando" sem saber.
A rebeldia, a soberba, a frieza de coração, a ignorância, o medo e o julgamento estavam fazendo parte da minha personalidade novamente. Depois com o tempo pensei em largar minha vida cristã e seguir "independente" . Achei que seria melhor porque eu não queria estar na igreja como eu estava: "morno"! Como diz o livro de Apocalipse 3:16 "Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.". Pensava comigo ao ler este versículo: " - Já que eu estou morno e ficar quente é difícil, prefiro abandonar a igreja!". Sabia que se deixasse a Deus iria ser horrível meu estado de vida. Voltar a minha velha natureza pecaminosa só iria me tornar muito pior do que eu era antes. Então, o Espírito Santo sempre me trazia a minha mente esta passagem que diz no livro de Apocalipse 2:2-5: " Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos. E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste.Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.".
Consequetemente lembrava-me do quanto Deus me amou e das coisas maravilhosas que ele fez por mim, a transformação da minha vida, sua fidelidade, seu cuidado, sua justiça e suas promessas... Por que o deixaria? Para onde iria se só Ele tem as palavras de vida eterna (João 6:68).
Decidi permanecer firme e constante! Decidi voltar ao PRIMEIRO AMOR, a PRATICAR AS PRIMEIRAS OBRAS! Hoje luto diariamente para que essas decisões tomadas se cumpram em minha vida e penso como Paulo diz no livro de Filipenses 3:13-14: "Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus."
Voltemos ao primeiro amor! Não sejamos insensatos com diz em Gálatas 3:3!
"Será que vocês são tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, querem agora se aperfeiçoar pelo esforço próprio?"
Creio que não queremos ser assim! Então: Voltemos ao primeiro amor!
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